O administrador municipal do Cuvango disse que o templo, fundado em 1888, pelo padre francês Ernesto Lecomte, é um cartão postal do turismo religioso e histórico da região, por preservar os aspectos originais, tanto no interior como no exterior, por mais de um século.
A classificação e elevação da Missão Católica do Cuvango a Património Cultural Material Nacional, detalhou, ocorreu após obras profundas de reabilitação da infra-estrutura religiosa e áreas adjacentes.
O administrador municipal disse que a elevação deste templo a Património Cultural Nacional foi um passo importante para a valorização e divulgação da estrutura arquitectónica histórica incomum a nível do país, bem como despertar o interesse dos turistas nacionais e estrangeiros.
A Missão Católica do Cuvango, referiu, conta com um centro de formação profissional, em que se encontram jovens provenientes de diversos pontos do país, muitos dos quais em regime de internato.
A recente classificação da Missão Católica do Cuvango a Património Cultural Material Nacional, segundo o administrador, tem despertado o interesse de turistas e pesquisadores, que procuram saber mais sobre o valor arquitectónico histórico do património religioso.
Luís Paulo Ndala disse que a Missão da antiga Vila de Ponte se torna numa referência para vários turistas explorarem a riqueza cultural e histórica de Angola, sobretudo do potencial turístico e religioso da região. “O local constitui uma mais-valia pela notável estrutura arquitectónica e pelo seu significado histórico na expansão do Evangelho na região Sul.
Fomento do turismo
O administrador Luís Paulo Ndala defendeu a conservação e divulgação do património a nível nacional e internacional como forma de atracção e fomento do turismo, em geral, e em particular o turismo religioso da região. “Precisamos de dinamizar o turismo como fonte, também, de arrecadação de receitas para permitir financiar projectos e programas sociais em benefícios às comunidades locais”, defendeu.
O país, reconheceu, tem potencial no sector do Turismo que precisa de um outro dinamismo para atrair mais investidores nacionais e estrangeiros, criar empregos para a juventude e mobilizar turistas para conhecer a história, os hábitos e costumes dos povos do Cuvango.
“A preservação e valorização desses monumentos históricos não apenas proporciona oportunidades para os turistas explorarem a riqueza cultural herdada por Angola, mas, também, ajuda a manter viva a memória colectiva e a identidade do povo angolano”, sublinhou.
A melhoria dos serviços prestados e a diversificação e qualidade da oferta hoteleira, explicou, são factores fundamentais para proporcionar, também, maior competitividade no sector hoteleiro, o que contribuirá, de certo modo, para a promoção do turismo ao nível da circunscrição.
Sector subaproveitado
De acordo com o interlocutor, o sector do Turismo na região ainda está subaproveitado, embora se registe um aumento de turistas que procuram explorar as belezas naturais e os monumentos e sítios da província.
Para Luís Paulo Ndala, a criação de um ambiente acolhedor para a exploração do potencial turístico do município do Cuvango está entre as principais apostas do Executivo, bem como garantir oportunidade de investimento no sector privado e fomentar a geração de emprego, por se tratar ainda de um sector pouco explorado. “Esses esforços reflectem o compromisso em preservar a história e a cultura dos povos do país, promover o crescimento económico e social, o que impulsiona a atracção do investimento público e privado na arrecadação de receitas para o Orçamento Geral do Estado”.